Já amei o cambaia de tanta batalha
Já amei o grisalha de tanto sereno
No colo moreno escondendo a ravalha
Chegou o dia e eu lalei
a sonda no terreno
Venho no calcanha de além Paraíba
Dançando o machiba
Arrastando a sandália
Enrolando o chale
E a saia pra riba
Separando o brigadinho
E o canalha
Lê, lê, abre a roda, olá, lá
Que eu quero ver
De aulalha dançar
Lê, lê, abre a roda, olá, lá
Eu quero ver Tia Olália dançar
A voz clementina
Já bastante rouca
É uma coisa louca
Sim, a Tia Olália
Cigarro de palha
No canto da boca
Não dorme de toque
E nunca se atrapalha
Ela é veterana
Da guerra da Itália
Mas ainda estraçalha
No boli molacho
Quando o bolo embaixo
Tá com tudo em riba
Quando cai na chiba
A casa vem abaixo
Lê, lê, cabra amado, lá, lá
Que eu quero ver
Te enlalhar, dançar
Lê, lê, cabra amado, lá,
Que eu quero ver
Te enlalhar, dançar
A voz clementina
Já bastante rouca
É uma coisa louca, sim, tia Lália
Cigarro de palha no canto da boca
Não dorme de toque, nunca se atrapalha
Ela é veterana da guerra da Itália
Mas ainda estraçalha
no bolo e bolacho
Quando o bolo embaixo
tá com tudo em riba
Quando cai na chifra,
cada vem abaixo
Lê, lê, rá -biá, rá -dô -lá -lá
Que eu quero ver te avalhar dançar
Lê, lê, rá -biá, rá -dô -lá -lá
Que eu quero ver te avalhar dançar
Lê, lê, rá -biá, -dô -lá -lá
Que eu quero ver te avalhar dançar
Lê, lê, a minha roda lá, lá
Que eu quero ver se ela lhe avançar
Lê, lê, a minha roda lá,
Que eu quero ver se ela lhe avançar